A força causa da aceleração: lógica e experiência
6 Março 2017, 19:00 • Ricardo Lopes Coelho
Lembrou-se a tese sobre o movimento de referência da sessão anterior, para se prosseguir.
Prescinda-se desta tese, admita-se a lei de inércia e proceda-se logicamente para a interpretação do movimento acelerado. Fizemos. Este passo permite-nos compreender que há uma razão lógica para se entender força como a causa da aceleração.
Mostrou-se que há uma grande número de físicos que defende este conceito de força, mas que há outros, que discordam completamente, criticam o conceito e até elaboraram teorias para o evitar. Isto leva à questão: a força é ou não a causa da aceleração.
Para responder à questão: admitiu-se que a força era a causa da aceleração; calculou-se a força para a máquina de Atwood; e apresentaram-se resultados de medida. Estes indicam que a força-causa não é mensurável.
Isto levou-nos à seguinte questão: nos manuais, a primeira lei de Newton é a lei de inércia e a segunda é F=ma. A interpretação de F, em F=ma, como causa da aceleração é logicamente compatível com a lei de inércia. Será que através do estudo de F=ma em Newton poderemos compreender algo melhor? Apreciámos estudos históricos sobre o assunto: os historiadores divergem sobre se F=ma é segunda lei de Newton. Passámos a Euler, que em 1750 apresenta um novo princípio de mecânica, que é F=ma. Considerámos autores do séc. XVIII que tinham seguido Newton, para ver como eles usavam F=ma. Eles não usaram a equação. Verificámos que na primeira metade do séc. XVIII o conceito de força não se relacionava com F=ma, mas como uma outra equação. Concluímos que não era via Newton que poderíamos compreender algo sobre a equação.