Filosofia da tecnologia para o desenvolvimento e potenciação da saúde e do desempenho do corpo e da mente (enhancement) (Alexander Gerner)
5 Novembro 2019, 13:30 • Ricardo Lopes Coelho
O
aprimoramento (cognitivo) é prima facie um tema não controverso.
A aceitação geral do melhoramento cognitivo já não se aplica quando os métodos usados para o alcançar:
(A) passam a ser resultados de meios tecnológicos e biomédicos invasivos, e até “não –invasivos” (em relação a fronteira da pele) quando tocam o nosso cérebro (com efeitos de médio e longo prazo por apurar) com por exemplo por estimulações eléctricas ou electromagnéticas do cérebro ou em vários interfaces invasivas cérebro-computador /maquina.
(B) quando aplicado a menores (ou outros grupos socais que precisam de protecção maior) em desenvolvimento das suas capacidades cognitivas e somáticas tal como crianças e adolescentes (e.g. melhoramento cognitivo pediátrico).
Problematização: Poderá ainda o homem ser tematizado como ser “trans-técnico” que aproveita da técnica no seu corpo mas que não se dissolve nessa técnica? Ou será melhor descrito na ideia de que não se pode investigar uma antropogénese sem uma tecnogénese?