Socialidades programadas: Facialidades pós-humanas na relação homem-máquina (Alexander Gerner)
20 Novembro 2019, 14:30 • Ricardo Lopes Coelho
O rosto é uma imagem condensada do homem (Levinas). Mas o que acontece quando a pessoa que se encontra congela numa imagem, quando um rosto nos aparece como uma coisa simulada ou modelada - como se fosse um rosto? Como agentes virtuais (Avatares) e artificiais alteram essa base social de encontro? Estas questões surgem não só diante do encontro de dois rostos como evento social elementar, mas também diante das interrogações pós-humanistas da humanidade do rosto e da perda do rosto provocado pelas máquinas e pelos meios de comunicação.
Discutiremos o ponto de vista de uma alteração/perda tecnológica do rosto (simulação, mapeamento, digitalização) no triângulo antropológico indissolúvel entre "imagem-humano-corpo", como explicou Hans Belting. Porque um rosto simulado é uma coisa animada, na melhor das hipóteses em analogia com o rosto incompreensível.
Além disso, o triângulo "imagem humano-corpo" de que fala Belting teria de ser alargado de modo a incluir tanto o encontro face-a-face como face-face-máscara.