Sumários
Trabalhos de campo, e exames de campo e de bússola
20 Abril 2017, 08:00 • Fernando Manuel Ornelas Guerreiro Marques
Saída de campo em Forte da Cresmina. Estabelecimento dos objectivos para
este dia de trabalhos de campo. Localização em carta topográfica.
Observação e análise do relevo, e sua representação em carta
topográfica. Observação e análise de afloramentos compostos por rochas
sedimentares, ígneas intrusivas, e falhas. Esquemas geológicos em
perfil, planta, e bloco diagrama. Representação das observações em
carta topográfica. Utilização da bússola de geólogo. Localização por
coordenadas GPS. Utilização das novas tecnologias em trabalhos de campo
de Geologia. Exames de campo e de bússola.
16ª Aula Teórica
19 Abril 2017, 11:00 • Maria Carla Ribeiro Kullberg
O Tempo Geológico. Datação das rochas: (i) Idade Relativa e Idade Numérica; (ii) Princípios para o estabelecimento da idade relativa das rochas; (iii) Inconformidades – a ausência de registo geológico; (iv) Correlação litológica e correlação estratigráfica – a construção da Coluna Geológica; (v) Determinação da idade numérica das rochas – métodos radiométricos; (vi) Introdução de idades numéricas na coluna geológica – a calibração da Escala Geológica.
Leituras recomendadas:
[1] Marshak, Stephen (2008) - Earth: portrait of a planet. W. W. Norton & Company, London (3ª edição), 832p & Anexos. [Cap. 12]
[2] Grotzinger, Jordan, Press & Siever (2007) - Understanding Earth. W.H. Freeman & Co. (5ª ed.), 579 p. [Cap. 8]
[3] http://www.tulane.edu/~sanelson/eens1110/index.html [Cap. 12]
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15ª Aula Teórica
10 Abril 2017, 11:00 • Maria Carla Ribeiro Kullberg
Seminário com Ícaro Dias da Silva, PhD, IDL e DG-Ciências:
Crescimento e destruição de uma cadeia de montanhas: A cadeia Varisca no NW Ibérico e sua evolução Paleozoica.
O estudo de cadeias de montanhas antigas revela-se de
elevada importância para entender os Ciclos de Wilson passados e atuais. Nelas
ficaram registadas evidencias de: a) abertura e expansão de bacias oceânicas
por fenómenos de rifting, que levam à
fragmentação e deriva de massas continentais; b) consumo por subducção dessas
mesmas bacias devido a inversões tectónicas globais; c) colisão entre
continentes de margens opostas, criação de cadeias de montanhas (orogenia) e
consequente formação de supercontinentes; d) colapso gravitacional orogénico,
atenuação do relevo e exumação da crosta profunda.
As cadeias de montanhas antigas por se encontrarem aplanadas, com os seus núcleos expostos, dão-nos a oportunidade única de aceder a informação geológica que de outra forma seria inacessível, como os processos magmáticos e metamórficos que ocorreram no interior de uma cadeia de montanhas, podendo assim extrapolar essas observações para entender melhor os seus equivalentes atuais. No sentido oposto, o estudo dos orógenos atuais é imprescindível para compreender a evolução tectónica de uma região afetada milhões de anos antes por fenómenos análogos.
Podemos constatar com facilidade que a diversidade de fenómenos geológicos registados numa cadeia de montanhas, obriga a estudos multidisciplinares, com a participação e a integração de diferentes áreas do campo das geociências. Somente desta forma se conseguem realizar reconstruções paleogeográficas, retrocedendo os movimentos das placas tectónicas centenas de milhões de anos, recuando um ou mais Ciclos de Wilson.
Nesta aula aborda-se o impacto que os Ciclos de Wilson tiveram na Península Ibérica (Ibéria) durante todo Paleozoico, desde a sua evolução como margem passiva no norte do continente Gondwana, no decorrer da abertura e expansão do oceano Rheic e mares subsidiários, à sua destruição por subducção e colisão continental final entre Laurussia e Gondwana levando à formação de Pangeia e da orogenia Varisca. Como exemplo será apresentado um modelo de evolução geológica do NW de Ibéria, com especial enfoque na região NE de Portugal, circundante aos maciços de Morais e de Bragança. Esta apresenta especial interesse pela exposição e representatividade dos eventos estratigráficos, estruturais, tectónicos, magmáticos e metamórficos que ocorreram durante todo o Paleozoico neste sector do Maciço Varisco Ibérico, sendo um atrativo objeto de estudo para as diferentes equipas de investigação nacionais e internacionais, que atualmente trabalham nesta região.
Leituras recomendadas:
[1] Marshak, Stephen (2008) - Earth: portrait of a planet. W. W. Norton & Company, London (3ª edição), 832p & Anexos. [Cap. 9 & 10, Int C]
[2] Grotzinger, Jordan, Press & Siever (2007) - Understanding Earth. W.H. Freeman & Co. (5ª ed.), 579 p. [Cap. 13 & 14]
[3] http://www.tulane.edu/~sanelson/eens1110/index.html [Cap. 9 & 10]
[4] http://www.earth.northwestern.edu/people/seth/202/new_2004/wilson_cycle.html
[5] Int J Earth Sci (Geol Rundsch) (2016) 105:1127–1151 – disponível no moodle
Aula 8 - Campo Praia Grande do Rodízio
6 Abril 2017, 14:00 • Ícaro Fróis Dias da Silva
Segunda saída
de campo: Praia Grande do Rodízio.
Identificação das principais litologias e sua relação com a evolução geológica da Bacia Lusitaniana e com o levantamento da Serra de Sintra. Levantamento de coluna litoestratigráfica. Utilização da bússola de geólogo: Medição de estratificação e de planos de falha. Realização de um corte.