Demonstração da coerência das metodologias com os objectivos

Enquanto unidade curricular focada nos processos de larga escala da Terra e nos produtos fundamentais resultantes da atividade desses processos, é fundamental proporcionar aos estudantes quer o contacto com um modelo conceptual robusto quer o contacto com os diferentes tipos de rochas, em amostra de mão e em diferentes contextos geológicos, no campo. A articulação entre as aulas teóricas e as aulas práticas adquire assim particular relevância. Nas aulas teóricas, de natureza mais expositiva, é importante usar exemplos de situações reais semelhantes às que vão observar nas aulas de campo, para dinamizar a aplicação de conhecimento teórico a novas situações. Desta forma, proporcionando a oportunidade para desenvolver trabalho autónomo nas aulas práticas, os estudantes desenvolvem a capacidade de observação e registo das evidências geológicas em cada afloramento e da aplicação do raciocínio geológico, associando as características das rochas (composição, textura, relações geométricas de ocorrência) com os processos que as originaram e modificaram ao longo do tempo. Treinam também a integração das escalas de observação e de ocorrência dos processos e aprendem a aplicar critérios de datação relativa das rochas e dos eventos representados em cada afloramento. O conjunto dos locais selecionados para as aulas de campo proporcionam igualmente a oportunidade de analisar aspetos da ocupação antrópica, permitindo discussão alargada sobre a importância do conhecimento geológico na tomada de decisões que favoreçam um adequado ordenamento do território. Os exemplos e questões suscitadas nas aulas práticas que os estudantes trazem para as aulas teóricas são um motor importante para o incremento de partilha de observações e conceitos entre os estudantes e o professor e uma excelente oportunidade para a consolidação do conhecimento geológico.