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Socialidades programadas: Tecnologia íntima e a tecnização do corpo humano (Alexander Gerner)

14 Novembro 2019, 14:30 Ricardo Lopes Coelho

Como as tecnologias TIC colonizam o nosso corpo e identidade e introduz novas visões e fantasmas acerca do controle sobre o nosso corpo “a medida” e a sua manipulação.

A fronteira entre o homem e a máquina começa lentamente a desvanecer-se e assim surgem questões. Os novos meios tecnológicos podem e devem sempre fazer parte do corpo? Até onde podemos permitir que a tecnologia vá e o que pode ou não a tecnologia mediar? Ainda se pode definir o grau de invasão duma tecnologia para além da fronteira material do corpo ou seja a fronteira da pele? Devíamos aplicar técnicas e a computação afectiva que mudam o nosso comportamento e/ou nossa disposição emocional e estado afectivo/efectivo?

São os seres humanos “naturalmente desenhados” para incorporar “material e estrutura não-biológica profundamente em nossas rotinas físicas e cognitivas”(Clark)?

Na estética, o vale misterioso (uncanny valley) é uma relação hipotética entre o grau de semelhança de um objeto com um ser humano e a resposta emocional a tal objeto. O conceito do vale misterioso sugere objetos humanóides que aparecem quase, mas não exatamente, como seres humanos reais provocam estranhos, ou estranhamente familiares, sentimentos e repulsa nos observadores. Deveríamos ultrapassar o “uncanny valley” (Freud/Mori) ou não? Como deliberar sobre por exemplo a manipulação de neuro-signalização, que supostamente induz mudanças de energia, calma ou foco sob escolha pelo envolvimento de estimulação calculada aplicada através da eletricidade ou de aparelhos electromagnéticos? Como deliberar sobre máquinas que entram na nossa vida íntima? Mas o que acontece quando sextoys se unem em rede na internet? O que as empresas têm em mente quando querem ativar emoções e sentimentos reais com robots sexuais? As pessoas podem desenvolver relacionamentos íntimos com sistemas inteligentes? Poderíamos viver uma vida sem o outro e substituir-o por máquinas ou agentes artificias e virtuais?


Socialidades programadas: Tecnologia íntima e a tecnização do corpo humano (Alexander Gerner)

13 Novembro 2019, 14:30 Ricardo Lopes Coelho

Como as tecnologias TIC colonizam o nosso corpo e identidade e introduz novas visões e fantasmas acerca do controle sobre o nosso corpo “a medida” e a sua manipulação.

A fronteira entre o homem e a máquina começa lentamente a desvanecer-se e assim surgem questões. Os novos meios tecnológicos podem e devem sempre fazer parte do corpo? Até onde podemos permitir que a tecnologia vá e o que pode ou não a tecnologia mediar? Ainda se pode definir o grau de invasão duma tecnologia para além da fronteira material do corpo ou seja a fronteira da pele? Devíamos aplicar técnicas e a computação afectiva que mudam o nosso comportamento e/ou nossa disposição emocional e estado afectivo/efectivo?

São os seres humanos “naturalmente desenhados” para incorporar “material e estrutura não-biológica profundamente em nossas rotinas físicas e cognitivas”(Clark)?

Na estética, o vale misterioso (uncanny valley) é uma relação hipotética entre o grau de semelhança de um objeto com um ser humano e a resposta emocional a tal objeto. O conceito do vale misterioso sugere objetos humanóides que aparecem quase, mas não exatamente, como seres humanos reais provocam estranhos, ou estranhamente familiares, sentimentos e repulsa nos observadores. Deveríamos ultrapassar o “uncanny valley” (Freud/Mori) ou não? Como deliberar sobre por exemplo a manipulação de neuro-signalização, que supostamente induz mudanças de energia, calma ou foco sob escolha pelo envolvimento de estimulação calculada aplicada através da eletricidade ou de aparelhos electromagnéticos? Como deliberar sobre máquinas que entram na nossa vida íntima? Mas o que acontece quando sextoys se unem em rede na internet? O que as empresas têm em mente quando querem ativar emoções e sentimentos reais com robots sexuais? As pessoas podem desenvolver relacionamentos íntimos com sistemas inteligentes? Poderíamos viver uma vida sem o outro e substituir-o por máquinas ou agentes artificias e virtuais?


Socialidades programadas: Tecnologia íntima e a tecnização do corpo humano (Alexander Gerner)

12 Novembro 2019, 13:30 Ricardo Lopes Coelho

Como as tecnologias TIC colonizam o nosso corpo e identidade e introduz novas visões e fantasmas acerca do controle sobre o nosso corpo “a medida” e a sua manipulação.

A fronteira entre o homem e a máquina começa lentamente a desvanecer-se e assim surgem questões. Os novos meios tecnológicos podem e devem sempre fazer parte do corpo? Até onde podemos permitir que a tecnologia vá e o que pode ou não a tecnologia mediar? Ainda se pode definir o grau de invasão duma tecnologia para além da fronteira material do corpo ou seja a fronteira da pele? Devíamos aplicar técnicas e a computação afectiva que mudam o nosso comportamento e/ou nossa disposição emocional e estado afectivo/efectivo?

São os seres humanos “naturalmente desenhados” para incorporar “material e estrutura não-biológica profundamente em nossas rotinas físicas e cognitivas”(Clark)?

Na estética, o vale misterioso (uncanny valley) é uma relação hipotética entre o grau de semelhança de um objeto com um ser humano e a resposta emocional a tal objeto. O conceito do vale misterioso sugere objetos humanóides que aparecem quase, mas não exatamente, como seres humanos reais provocam estranhos, ou estranhamente familiares, sentimentos e repulsa nos observadores. Deveríamos ultrapassar o “uncanny valley” (Freud/Mori) ou não? Como deliberar sobre por exemplo a manipulação de neuro-signalização, que supostamente induz mudanças de energia, calma ou foco sob escolha pelo envolvimento de estimulação calculada aplicada através da eletricidade ou de aparelhos electromagnéticos? Como deliberar sobre máquinas que entram na nossa vida íntima? Mas o que acontece quando sextoys se unem em rede na internet? O que as empresas têm em mente quando querem ativar emoções e sentimentos reais com robots sexuais? As pessoas podem desenvolver relacionamentos íntimos com sistemas inteligentes? Poderíamos viver uma vida sem o outro e substituir-o por máquinas ou agentes artificias e virtuais?


Filosofia da tecnologia para o desenvolvimento e potenciação da saúde e do desempenho do corpo e da mente (enhancement) (Alexander Gerner)

7 Novembro 2019, 14:30 Ricardo Lopes Coelho

O aprimoramento (cognitivo) é prima facie um tema não controverso.

A aceitação geral do melhoramento cognitivo já não se aplica quando os métodos usados para o alcançar:

            (A) passam a ser resultados de  meios tecnológicos e biomédicos invasivos, e até “não –invasivos” (em relação a fronteira da pele) quando tocam o nosso cérebro (com efeitos de médio e longo prazo por apurar) com por exemplo por estimulações eléctricas ou electromagnéticas do cérebro ou em vários interfaces invasivas cérebro-computador /maquina.

            (B) quando aplicado a menores (ou outros grupos socais que precisam de protecção maior) em desenvolvimento das suas capacidades cognitivas e somáticas tal como crianças e adolescentes (e.g. melhoramento cognitivo pediátrico).

Problematização: Poderá ainda o homem ser tematizado como ser “trans-técnico” que aproveita da técnica no seu corpo mas que não se dissolve nessa técnica? Ou será melhor descrito na ideia de que não se pode investigar uma antropogénese sem uma tecnogénese?  


Filosofia da tecnologia para o desenvolvimento e potenciação da saúde e do desempenho do corpo e da mente (enhancement) (Alexander Gerner)

6 Novembro 2019, 14:30 Ricardo Lopes Coelho

O aprimoramento (cognitivo) é prima facie um tema não controverso.

A aceitação geral do melhoramento cognitivo já não se aplica quando os métodos usados para o alcançar:

            (A) passam a ser resultados de  meios tecnológicos e biomédicos invasivos, e até “não –invasivos” (em relação a fronteira da pele) quando tocam o nosso cérebro (com efeitos de médio e longo prazo por apurar) com por exemplo por estimulações eléctricas ou electromagnéticas do cérebro ou em vários interfaces invasivas cérebro-computador /maquina.

            (B) quando aplicado a menores (ou outros grupos socais que precisam de protecção maior) em desenvolvimento das suas capacidades cognitivas e somáticas tal como crianças e adolescentes (e.g. melhoramento cognitivo pediátrico).

Problematização: Poderá ainda o homem ser tematizado como ser “trans-técnico” que aproveita da técnica no seu corpo mas que não se dissolve nessa técnica? Ou será melhor descrito na ideia de que não se pode investigar uma antropogénese sem uma tecnogénese?