Sumários
2 Aula Teórica Introdução à Nomenclatura das plantas vasculares
26 Fevereiro 2026, 13:00 • Sergio Chozas
Nesta aula apresentamos a Taxonomia, o ramo da Biologia que estuda a variação dos organismos, investiga as suas causas e utiliza essa informação para construir sistemas de classificação. Envolve a descoberta, descrição, designação e classificação de táxones e integra três componentes principais: classificação (organização hierárquica dos organismos), nomenclatura (regras de atribuição de nomes científicos) e identificação (reconhecimento de organismos com base numa classificação prévia).
A nomenclatura biológica clássica organiza os seres vivos em categorias taxonómicas hierárquicas — Reino, Divisão, Classe, Ordem, Família, Género e Espécie — como reconhecido pelo International Code of Nomenclature for algae, fungi, and plants (ICN).
Os princípios fundamentais do ICN são: (I) independência dos códigos de nomenclatura (botânica, zoologia, bactérias e vírus); (II) tipificação, em que cada nome está associado a um tipo nomenclatural; (III) prioridade, sendo válido o nome mais antigo corretamente publicado; (IV) existência de um único nome correto por táxon; (V) uso de nomes latinos ou latinizados; e (VI) retroatividade das regras, salvo exceções previstas no Código.
Visita ao Herbário LISU (Jardim Botânico de Lisboa)
26 Fevereiro 2026, 08:00 • Sergio Chozas
Durante a aula, realizámos uma visita ao herbário LISU do Jardim Botânico de Lisboa, onde foi explicado como se recolhe o material vegetal destinado aos herbários e quais os procedimentos para a sua secagem correta.
Aula 1 - Explorando a Flora de Portugal Continental
24 Fevereiro 2026, 15:30 • Sergio Chozas
Nesta aula analisámos, sob uma perspetiva biogeográfica, os principais fatores que condicionam a ocorrência das comunidades vegetais, com destaque para a precipitação, a temperatura e os solos. Refletimos igualmente sobre o impacto da ação humana na estrutura, composição e dinâmica dessas comunidades ao longo do tempo.
Abordámos o valor da flora em Portugal, considerando o número de espécies, os níveis de endemismo e o seu enquadramento no contexto ibérico, evidenciando a relevância e singularidade do património florístico nacional.
Realizámos ainda uma viagem pelo Portugal Continental, identificando as principais comunidades vegetais desde a Região Eurosiberiana até à Região Mediterrânica, do nível do mar ao topo das montanhas, e da faixa costeira ao interior. Explorámos o conceito de sucessão ecológica, analisando a transição entre diferentes estádios de vegetação — das florestas aos prados — e aplicando-o à compreensão das florestas potenciais do país.
Foram também apresentados os montados, enquanto sistemas agro-silvo-pastoris de elevado valor ecológico e cultural, bem como outras comunidades originais, como sapais, dunas, falésias e turfeiras, destacando a sua importância ecológica e conservação.
Por fim, conhecemos algumas espécies singulares da flora portuguesa, nomeadamente Linaria almadensis, Plantago almogravensis, Onosma tricerosperma subsp. tricerosperma e Erica andevalensis, exemplos da riqueza e especificidade botânica do território nacional.
Primeira aula prática DV
19 Fevereiro 2026, 14:00 • Sergio Chozas
Nesta aula prática iniciou-se com uma atividade diagnóstica destinada a avaliar a “consciência sobre as plantas” (plant awareness), recorrendo à análise de modelos mentais dos estudantes, obtidos através de desenhos interpretativos e de um breve questionário. Seguidamente, foram apresentados e discutidos os procedimentos técnicos para a elaboração de um herbário, incluindo princípios de recolha, prensagem, secagem e conservação de exemplares botânicos. Por fim, abordaram-se as vantagens e contributos da Ciência Cidadã para a investigação científica e monitorização da biodiversidade, tendo os estudantes sido também introduzidos à utilização da aplicação iNaturalist como ferramenta de registo e partilha de observações naturalistas.
1a Aula teórica Diversidade Vegetal
19 Fevereiro 2026, 13:00 • Sergio Chozas
Nesta sessão foi apresentada a unidade curricular, incluindo os seus objetivos gerais e específicos, conteúdos programáticos, tipologia de trabalhos a desenvolver ao longo do semestre, bem como a calendarização prevista para as saídas de campo. Foram igualmente explicados os critérios e métodos de avaliação, garantindo o esclarecimento dos estudantes quanto às exigências, organização e funcionamento da disciplina.