Demonstração da coerência do programa com os objectivos
A I-O sofreu uma revolução na última década, atestada por múltiplas aprovações de agentes imunoterapêuticos pela FDA e EMA e pelo recente Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina (2018) atribuído aos pioneiros dos “immune checkpoints”. Estes avanços, aliados à enorme relevância médica e social das patologias neoplásicas em todos os países desenvolvidos, justificam, como já referido no ponto 5, uma formação sólida em I-O. De facto, o futuro do tratamento oncológico incluirá inevitavelmente a imunoterapia como uma abordagem clínica complementar às tradicionais cirurgias, radio- e quimioterapias, sobretudo para cancros metastáticos, e as sinergias entre estes vários tipos de tratamento serão fulcrais para conter o cancro como causa major de mortalidade nos países desenvolvidos. Neste contexto, todos os objetivos de aprendizagem e conteúdos programáticos foram selecionados para proporcionar a melhor introdução teórico-prática à I-O possível.