Sumários

BAC Aula 20

15 Maio 2026, 14:00 Carlos António da Silva Assis

Tema 5 – Gestão e conservação da Natureza

A teoria da biogeografia de ilhas, de Mac Arthur e Wilson (1967): Resumo da teoria e da relação entre a riqueza específica de uma ilha, a sua área e a distância à massa continental mais próxima; Estimativa do número médio de espécies presentes numa ilha; relação da Teoria da Biogeografia de Ilhas com a Biologia da Conservação, já que, num planeta humanizado, as regiões naturais são comparáveis a ilhas rodeadas por faixas de ambiente destinadas a uso humano; relação entre a percentagem de habitat natural de uma ilha convertido para uso humano e a percentagem de espécies que provavelmente se extinguirão como resultado da concomitante diminuição do habitat natural, e extensão dessas estimativas ao caso de desflorestação de florestas tropicais húmidas.

Fragmentação de habitat: definição; analogia entre um habitat fragmentado e um arquipélago; questões relacionadas com fragmentação de habitat (efeito de margem, restrições à mobilidade das espécies vágeis e ao padrão de extinção local / recolonização, capacidade de dispersão e promoção do declínio populacional) e relação com o conceito de meta-população, de Lewins (1969).

Meta-população: definição do conceito; características das meta-populações; características de meta-populações instaladas em áreas naturais fragmentadas, a sua resiliência e a capacidade que têm para manter a estabilidade; importância do conhecimento da ecologia das meta-populações para a gestão de áreas protegidas.

População Mínima Viável (MVP): definição do conceito; vulnerabilidade das pequenas populações, sujeitas a constrangimentos de natureza genética, a flutuações demográficas e a alterações ambientais; critérios de avaliação da viabilidade de uma população — regra dos 50 / 500, de Ian Franklin (1980); relação com os conceitos de efeito fundador, efeito de gargalo, deriva genética, depressão consanguínea, flutuações demográficas e reprodução interespecífica, todos conducentes à perda de variabilidade genética e à diminuição da capacidade adaptativa.

Área Dinâmica Mínima (MDA): definição do conceito; como é estimada a área dinâmica mínima e a sua dependência das características das espécies.

Vórtices de extinção: condições demográficas, ambientais e genéticas que podem conduzir a vórtices de extinção, a sua acção sinérgica e a aceleração conducente a uma extinção inevitável.

Vulnerabilidade à extinção: estrutura e descrição das categorias da IUCN; critérios de atribuição de categoria IUCN; critérios baseados na probabilidade de extinção; características das espécies que as tornam mais vulneráveis à extinção.

Esclarecimento das dúvidas dos alunos.


BAC Aula 19

13 Maio 2026, 15:00 Carlos António da Silva Assis

Tema 4 – Impacto da actividade humana

Impacto humano sobre os ecossistemas terrestres: a relação humana com os biomas continentais e a humanização do ambiente; distribuição do espaço humanizado pelos continentes; extensão ocupada por cada bioma e respectivo grau de humanização; características dos biomas que os tornam mais vulneráveis à actividade humana; apropriação humana directa de 40% da produtividade do planeta (consumo, intervenção na produção ou uso, alteração da composição específica e alteração nos processos físicos naturais).

A conversão do habitat natural para uso humano como a mais importante causa única de perda de biodiversidade.

Impacto humano sobre os sistemas aquáticos: descrição dos efeitos directos e indirectos dos principais tipos de impactos humanos sobre os ecossistemas aquáticos: poluição, exploração de recursos, sobrepesca, destruição de habitat, “pesca fantasma”, drenagem de terrenos alagados, barreiras e aquecimento global; exemplos visuais de alguns desses efeitos no ambiente.

Esclarecimento das dúvidas dos alunos.


BAC Aula 18

8 Maio 2026, 14:00 Carlos António da Silva Assis

Tema 3 – O funcionamento do ambiente

O conceito de Biodiversidade e conceitos associados: conceitos de abundância, riqueza específica, equitabilidade e complexidade ambiental; conceito de nicho ecológico, tal como definido por Joseph Grinnell (1917) e segundo C. S. Elton (1927) e G. E. Hutchinson (1937); relação entre todos os conceitos anteriormente enunciados e o de biodiversidade.

As regiões biogeográficas (biomas): definição de bioma/região biogeográfica; tipos de regiões biogeográficas (biomas terrestres e ecossistemas marinhos, dulçaquícolas e de transição); a produtividade e a resiliência dos biomas e respectiva relação com o uso humano.

Principais biomas continentais: temperatura e precipitação como factores determinantes da distribuição dos biomas, tanto em latitude, como em altitude; distribuição geográfica dos biomas continentais; diferenças na composição das comunidades, razões dessas diferenças e a respectiva importância para o estudo da Biologia Ambiental; relação latitudinal e altitudinal entre as características das regiões biogeográficas terrestres; o conceito de enclave. A bidimensionalidade dos ecossistemas continentais.

Ecossistemas aquáticos: os ecossistemas aquáticos e a sua aparente homogeneidade; principais tipos de ecossistemas aquáticos (marinhos e dulciaquícolas) e respectivas subdivisões.

Ecossistemas aquáticos marinhos: características gerais, subdivisão e principais tipos de ecossistemas marinhos; factores determinantes da diversidade e distribuição dos ecossistemas marinhos. Porque não biomas marinhos? Distribuição das ecorregiões pelágicas, batimétricas, hidrotermais, abissais e hadais. A tridimensionalidade dos ecossistemas marinhos. A definição de domínios marinhos.

Ecossistemas aquáticos dulçaquícolas (fluviais e lacustres): características gerais, subdivisão e principais tipos de ecossistemas dulçaquícolas. Factores determinantes da distribuição dos ecossistemas dulçaquícolas. A sobreposição entre o espaço ocupado pelas regiões biogeográficas continentais e os sistemas dulçaquícolas.

Ecossistemas de transição (ecótonos): principais tipos de ecótonos (estuários, sapais, mangais e praias)

Enclaves: enclaves continentais e enclaves oceânicos.

Esclarecimento das dúvidas dos alunos.


BAC Aula 17

6 Maio 2026, 15:00 Carlos António da Silva Assis

Referência à comemoração, no dia 2 de Maio, do Dia Mundial do Atum

Origem, na declaração pela Assembleia Geral da ONU, em 07-12-2016, e escolha da data pelos países que assinaram o acordo de Nauru. Justificação e objectivos da criação do Dia Mundial do Atum. Principais características da pesca do atum ao nível mundial.

Referência à comemoração, no dia 5 de Maio, do Dia Mundial da Língua Portuguesa

Origem, em 2009, na Resolução do Conselho de Ministros da CPLP, e reconhecimento pela UNESCO, em 2019. Dispersão e importância mundial da língua portuguesa. Uso da língua portuguesa como língua oficial nos países da CPLP, como língua de trabalho na União Europeia, na União Africana e na Mercosul, e como língua com alguma expressão, em Macau. Objectivos da comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Tema 3 – O funcionamento do ambiente

O conceito de biodiversidade no senso comum, normalmente associado ao número de espécies; definição de biodiversidade segundo o Dicionário da Língua Portuguesa; e de Diversidade Biológica segundo a Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica; a primeira utilização do conceito de diversidade biológica, em 1916, definido por Arthur Harris; a queda no esquecimento; o estabelecimento e popularização, em 1980, em primeiro lugar por Thomas Lovejoy, mas também por Edward Wilson e Elliot Norse e a definição de diversidade biológica no sentido moderno, por Bruce Wilcox, em 1984; a contracção para Biodiversidade por Walter Rosen, em 1986, no tema do National Forum on BioDiversity, em Washington D. C., e a publicação das actas Biodiversity, por Edward Wilson, em 1988.

As quatro dimensões do conceito de biodiversidade (genética, específica, ecológica e funcional) e a relatividade do conceito: o exemplo da diversidade genética.

Diversidade específica: definição; a diversidade específica e as suas duas dimensões, riqueza específica e equitabilidade; avaliação da diversidade específica através de índices de diversidade, o exemplo do índice de Shannon-Wiener (1948); variações da diversidade por alteração da abundância (relacionadas com equitabilidade) ou por alteração da composição específica (relacionadas com riqueza específica), tanto uma como a outra motivadas por causas naturais e/ou antropogénicas.

O conceito de extinção: definição; causas de extinção (naturais e antropogénicas); características do processo de extinção por causas naturais e por causas antropogénicas; variação da biodiversidade genérica ao longo do Fanerozóico; os cinco grandes episódios de extinção em massa e a proporção de espécies extintas; o papel da actividade humana nos episódios de extinção recentes; perspectivas de futuro para a diversidade específica num futuro próximo.

Ameaças de natureza antropogénica sobre a biodiversidade: Destruição de habitat por área insuficiente ou por fragmentação, por exploração directa da diversidade como recurso, por poluição, pela introdução de espécies invasoras e pela promoção de alterações climáticas; estimativas do número de espécies ameaçadas de extinção por grupo taxonómico.

Hotspots de biodiversidade: definição, quantidade e distribuição geográfica.

Diversidade genética: definição; a diversidade genética e o papel da mutação, da reprodução sexuada, da selecção natural e da distribuição geográfica/capacidade de dispersão na diversidade genética de uma espécie.

Diversidade funcional: definição; funções fundamentais num ecossistema (produção, consumo e decomposição) e exemplos de outras funções desempenhadas pelos organismos; o conceito de complexidade de um ecossistema e a relação com a diversidade de funções diferentes que os seus elementos desempenham; o conceito de espécie-chave (keystone species) e a importância como elemento regulador do equilíbrio das comunidades.

O conceito de Biodiversidade: declaração da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Dezembro de 2010, instituindo a década de 2011-2020 como “Década da Biodiversidade das Nações Unidas”, como incentivo para a implementação do Plano Estratégico para a Biodiversidade e para serem atingidos os Alvos da Biodiversidade, de Aichi.

Esclarecimento das dúvidas dos alunos.


BAC Aula 16

29 Abril 2026, 15:00 Carlos António da Silva Assis

Conversa com os alunos sobre temas relacionadas assuntos anteriormente abordados nas aulas da Biologia Ambiental e Conservação (Revisões e esclarecimento de dúvidas dos alunos).

Foram dispensados de comparecer na aula os alunos que desejassem assistir ao Debate “Papel da IA na Conservação de Biodiversidade”, um evento no âmbito da “Semana da Sustentabilidade 2026”, a decorrer no dia 29 de abril das 14 às 15:30h.