Sumários

Compreensão dos problemas com a energia

15 Maio 2017, 19:00 Ricardo Lopes Coelho

Retomou-se a problemática. O tema energia foi tratado no curso, porque existiam problemas com o conceito. Alguns físicos diziam que não sabemos o que é a energia.
Nos manuais contemporâneos surgem contudo duas definições/conceitos de energia:
1- energia não se cria nem se destrói, apenas se transforma;
2- energia é a capacidade de realizar trabalho.
Foram dados exemplos destes conceitos em manuais distribuídos ao longo do séc. XX e XXI.
O estuda anterior permitia-nos perceber donde vinham estas definições. A primeira tinha origem  em Mayer e a segunda em Joule e Thomson. Porém, nenhuma delas coincide com as originais. Agora estavámos em condições de perceber o que ficou do original (e que era mera interpretação condicionada pelas teorias de cada autor) e o que foi acrescentado sem razão experimental, mas por mera adaptação dos conceitos a situaçoes não previstas nem desejadas na origem.
A seguir fomos ver alguns autores dos finais do séx. XIX e princípiosdo séc. XX, que tinham defendido que o princípio de conservação da energia era um princípio de equivalência. Tendo em conta os manuais estudados anteriormente (séc. XX-XXI), conclui-se que este ponto de vista se perdeu. Duscutiu-se então a questão, se tivesse prevalecido, teríamos estes problemas com o conceito de energia?
Finalmente, discutiu-se as divergências entre autores contemporâneos sobre a definição de calor: para uns é forma de energia para outros e transferência. Aqui estávamos também em condições de perceber o cerne da discussão: se se adoptava a teoria de Lodge, ter-se-ia de olhar para o calor como transferência. Se se adoptava a Mayer, o calor seria forma de energia.
Deste modo, conseguiu-se compreender porque existem as dificuldades conceptuais com a energia, assim como com o calor.


Análise da abordagem de Joule por Coopersmith

8 Maio 2017, 21:00 Ricardo Lopes Coelho

Leitura crítica do livro de Coopersmith, Energy, the Subtle Concept: The discovery of Feynman's blocks from Leibniz to Einstein, chap. Mechanical Equivalente of Heat, secção James Prescott Joule.


Consequências das teorias na interpretação dos fenómenos

8 Maio 2017, 19:00 Ricardo Lopes Coelho

Retomar da sessão anterior, na qual vimos: experiências e interpretações.
Na presente, queremos ver que as teorias adoptadas têm implicações nas interpretações. Isto significa que a teoria nos leva a acreditar em algo que não é observável e a articular com isso o observável. No quadro do tempo, estudou-se a filosofia de Rankine, 1855, as interpretações de W. Thomson antes e depois de ter aderido à teoria dinâmica do calor. Mostrou-se ainda como Maxwell reunia as duas concepções da energia: a proveniente de Mayer e a mecanicista.
Inclusão de novos aspectos no conceito de energia leva a uma alteração pelos anos 1880: os trabalhos de Lodge e Poynting, aspectos conceptuais e experimentais. A evolução semântica leva à energia como um hiperconceito. O sentido foi mostrado através da obra de Ostwald A Energia.


Análise do trabalho de Coopersmith sobre Mayer

24 Abril 2017, 21:00 Ricardo Lopes Coelho

Leitura crítica do livro de Coopersmith, Energy, the Subtle Concept: The discovery of Feynman's blocks from Leibniz to Einstein, chap. Mechanical Equivalente of Heat, secção Julius Robert Mayer.


O que significa descoberta da energia?

24 Abril 2017, 19:00 Ricardo Lopes Coelho

Há algum consenso em associar à descoberta da energia os nomes R. Mayer, Joule, Colding e Helmholtz. Por isso tomaram-se os trabalhos destes quatro autores tendo em atenção:
1- as experiências que eles levaram a cabo e os cálculos realizados;
2- como essas experiências foram interpretadas.
Verificou-se que Mayer e Joule determinaram o equivalente mecânico do calor. Todos os quatro autores estavam de acordo com a existência dum tal valor.
Mayer interpretou o calor e o trabalho como força, que se transformavam uma na outra, sem variarem a quantidade de força. Joule defendeu que o calor era movimento. A interpretação de Colding era próxima dade Mayer e a de Helmholtz, da de Joule.
Para se comparar este resultados com os teoria do calor-substância, mostrou-se o que significava o calor ser substância do ponto de vista experimental. Desta comparação resultava o seguinte: as experiências dos anos de 1840 negavam a conservação da quantidade de calor; o calor-força de Mayer e o calor-movimento de Joule, vinham tomar o papel do calor-substância.
Conclusão: se o conceito do calor-substância era mera interpretação da experiência existente, então o calor-força ou o calor-movimento também o eram. Esta foi a tese em discussão. Com esta discussão pretendia-se chegar a uma resposta à questão colocada: afinal o que se descobriu na descoberta da energia?