Sumários

Aula nº 8

17 Abril 2026, 11:00 João Cascalho

Esta aula teve lugar na praia da Cresmina (aula de campo). Ver sumário correspondente.


Aula prática 7

17 Abril 2026, 08:00 Mário Albino Pio Cachão

Saída de campo à Praia da Crismina (Guincho).


Saída de Campo - Praia da Bafureira (Cascais)

17 Abril 2026, 08:00 Elisabete Malafaia

Saída de Campo  - Praia da Bafureira (Cascais). Observação de plataformas de abrasão marinha, arribas litorais atuais e fósseis. Observação de unidades sedimentares "Grés de Almargem Superiores" e "Calcários Margosos do Belasiano". Identificação de rochas sedimentares (calcários, calcários margosos, margas, argilitos, arenitos e conglomerados) e de rochas ígneas (basaltos com fenocristais de piroxena e veios de calcite fibrosa). Observação de estruturas sedimentares (estratificação, camadas lenticulares, figuras de carga). Observação e identificação de fósseis (moluscos bivalves, restos vegetais incarbonizados e icnofósseis. Medição da atitude de elementos geológicos. Elaboração de uma planta geológica com base nas observações de campo. 


3ª Saída de Campo

17 Abril 2026, 08:00 Paulo Emanuel Talhadas Ferreira da Fonseca

Saída de Campo

 



Aula n.º 8

17 Abril 2026, 08:00 João Cascalho

Aula de campo na Praia da Cresmina.

Objetivos pedagógicos:
Enquadramento geológico da área no contexto da Bacia Lusitânica; reconhecimento e descrição de litologias e estruturas sedimentares em afloramento; medição e representação da atitude das camadas; identificação e interpretação de estruturas tectónicas frágeis; integração de dados de campo na construção de coluna estratigráfica, corte geológico e planta; interpretação paleoambiental das sequências observadas.

Enquadramento geológico:
Caracterização dos afloramentos rochosos da Praia da Cresmina, considerando a estratigrafia das formações sedimentares e o contexto tectónico desde o Mesozóico até à atualidade.

Paragem 1 — Bordo sul da Cresmina:
Execução de esboço geológico em planta e em corte, com representação da atitude das camadas sedimentares e de um filão dolerítico alterado. Observação da posição estratigráfica de várias formações sedimentares, classificadas com base em critérios de campo: calcários e margas com Orbitolina, arenitos finos a siltíticos com cimento carbonatado e calcários recifais com rudistas e corais.

Percurso para norte (até à enseada sul):
Observação dos principais aspetos das litologias aflorantes e sua variação lateral.

Paragem 2 — Enseada sul da praia:
Elaboração de planta dos afloramentos rochosos observáveis, considerando a sequência das formações sedimentares e a presença de filões de rocha ígnea alterada (dolerito). Interpretação do contacto entre formações sedimentares detríticas (Grés Superiores) e formações carbonatadas fossilíferas, tendo em conta a presença de uma falha com desligamento direito.

Integração estratigráfica:
Reconstituição de uma coluna estratigráfica sintética, integrando todas as formações observadas desde o início da aula: calcários e margas com Orbitolina; arenitos de grão muito fino com estruturas de bioturbação; calcários recifais; calcários e margas com Orbitolina; calcários detríticos com componentes bioclásticas; e arenitos com níveis conglomeráticos (Grés Superiores).

Continuação do percurso para norte:
Observação da transição para a unidade superior designada por calcários e margas do Belasiano.

Paragem 3 — Afloramento do Belasiano:
Observação detalhada de afloramento desta formação, com identificação de fósseis correspondentes a fragmentos de material esquelético de dinossauros e seixos de quartzo interpretados como gastrólitos.

Competências desenvolvidas:
Descrição macroscópica de litologias; identificação de estruturas sedimentares e fósseis; medição de atitude; representação gráfica (planta e corte); integração de dados na construção de coluna estratigráfica; interpretação tectónica e paleoambiental.

Síntese interpretativa:
A sucessão observada regista alternância de fácies carbonatadas e siliciclásticas do Cretácico Inferior, incluindo episódios recifais e pulsos detríticos, posteriormente afetados por tectónica frágil (falha com desligamento direito) e intrusão de filões doleríticos, sendo atualmente expostos por erosão costeira.