Sumários

HIB 25

13 Janeiro 2022, 11:00 Carlos António da Silva Assis

Conclusão da Unidade curricular

A estruturação da Biologia no século XIX: a origem de designação; o estabelecimento, no séc. XIX, dos conhecimentos que constituem seis dos pilares da Biologia (Teoria da Biogénese, Teoria Celular, Conceitos de Meio interno e de Homeostasia, Teoria da Evolução e Conceito de Ecologia) e primórdios do desenvolvimento do sétimo (a Genética); os níveis de organização da matéria viva e o âmbito da biologia actual.

A biologia no século XX: o esquema geral da organização dos reinos do mundo vivo; a questão dos vírus, viróides e priões; descrição resumida do desenvolvimento das várias subáreas da Biologia ao longo do século XX; a “Síntese Moderna” do século XX – Julian Huxley, o autor da designação, a natureza da “síntese”, os intervenientes e respectivas áreas de contribuição (R. A. Fisher, B. S. Haldane, G. de Beer, S. Wright, T. Dobzhansky, E. B. Ford, I. Schmalhausen, E. Mayr, G.G. Simpson e G. L. Stebbins).

História das Ideias em Biologia: as intenções, o programa, a concretização do programa e o papel dos alunos.

O balanço do semestre: caracterização da turma e a adesão dos alunos aos temas desenvolvidose às actividades propostas.

História da descoberta da estrutura da dupla hélice de DNA: O desfecho (Watson, Crick, a sua publicação em 1953, e o prémio Nobel da Medicina/Fisiologia em 1962); a publicação de Watson e Crick, suas características e a inclusão, em 2019, na lista dos 10 artigos extraordinários da Nature; o artigo como um texto fundamental e o processo histórico que a ele conduziu como um processo paradigmático como exemplo da forma como a ciência progride; contribuições de Friedrich Miesher, Richard Altmann, Ludwig Kossel; Phoebus Levene e a primeira proposta de uma estrutura para a molécula de DNA (a hipótese do tetranucleótido); Alexander Todd e a estrutura de uma cadeia de nucleótidos; Wiliam Astbury, Florence Bell, as suas fotografias de difracção de raios X e uma nova proposta de estrutura para o DNA (a pilha de moedas); as experiências de Avery, MacLeod e Mc Carty e a primazia do DNA na transmissão da informação hereditária; Erwin Chargaff, as suas leis e as suas convicções; as novas fotos do laboratório de Astbury, por Elwyn Beighton; Alfred Hershey e Martha Chase e a confirmação da importância do DNA como transmissor da informação genética; ponto de situação no que se refere ao conhecimento da molécula de DNA no início de 1952.

Os protagonistas da solução: a primeira tentativa falhada de Watson e Crick e a proibição de Lawrence Bragg (1951); o conhecimento da existência de um manuscrito de Linus Pauling; breve caracterização de Linus Pauling e a sua proposta para estrutura do DNA (hélice tripla); o manuscrito de Linus Pauling e a permissão de Bragg para uma nova tentativa; Rosalind Franklin, Maurice Wilkins e a foto 51, como preliminares para a descoberta da estrutura da molécula de DNA por James Watson e Francis Crick; os prémios Nobel relacionados com a “saga do DNA”; alguns dos mais importantes esquecidos na procura da estrutura da molécula de DNA, em particular, os casos de Rosalind Franklin e Linus Pauling; a continuação da exploração com a descoberta do código genético.

Apresentação aos alunos das características gerais do exame final.

Encerramento da Unidade curricular.

Nota: a aula foi transmitida à distância através da plataforma Zoom.


HIB 24

11 Janeiro 2022, 11:00 Carlos António da Silva Assis

Unidade 6 – A Idade contemporânea (a consolidação do saber)

A Biologia no século XIX.

A Teoria Celular: os três postulados fundamentais da Teoria Celular; os papéis de Matthias Schleiden, Theodore Schwann e Rudolf Virchow; os antecessores e os precursores da teoria celular; o que se sabia e o que se desconhecia ao ser estabelecida a teoria celular; campos que se desenvolveram na sequência do estabelecimento da Teoria Celular.

A geração dos seres vivos: a herança (espontaneístas vs. anti-espontaneistas, epigénesistas vs. pré-formacionistas e ovistas vs. espermatistas) e os avanços (Louis Pasteur e o fim da geração espontânea, Karl von Baer e o fim do pré-formacionismo, Édouard Beneden, Gustave Thuret, Oscar Hertwig e Jacques Victor Coste e o fim do ovismo e do espermatismo).

A genética: os antecessores (Réaumur e Maupertuis) e os precursores (Jean-Antoine Colladon, Augustin Sageret, Charles Naudin e Johann Gregor Mendel); os trabalhos de Mendel com ervilheiras e as leis de Mendel; o esquecimento e a redescoberta de Mendel, em 1902, por Hugo der Vries, Carl Correns e Eric von Tschermak.

Theodor Boveri e Walter Sutton, e a Teoria Cromossómica.

Godfrey Hardy e Wilhelm Weinberg, e a genética populacional.

Thomas Hunt Morgan, a identificação da sede da informação genética, e os fenómenos de mutação, linkage e crossing-over.

Alfred Sturtvant e o primeiro mapa genético.

A Química da Vida e o Vitalismo: o pressentimento da importância da Química para o avanço da Biologia e as dificuldades impostas pela crença vitalista; a falta de concordância entre a Química e a Biologia no que se refere aos princípios, aos métodos e aos materiais; a perda da força das ideias vitalistas ao longo do século XIX.

Xavier Bichat: breve nota biográfica e principais obras; a célula como sede do conflito entre a vida e a morte.

O desenvolvimento da Bioquímica: da extracção, isolamento e uso de compostos fornecidos por organismos vivos até à síntese laboratorial de compostos orgânicos; os trabalhos de J. B. Caventou e P.-J. Pelletier; J. J. Berzelius, a distinção entre compostos orgânicos e inorgânicos e o suporte às ideias vitalistas; Friedrich Wöhler, a síntese da ureia e o abrir de portas para novas tentativas de síntese completa de compostos orgânicos; Justus von Liebig, o seu interesse nos processos energéticos, o alimento como fonte de energia e a classificação dos compostos orgânicos em proteínas, hidratos de carbono e gorduras; A. H. Kolbe e a síntese completa do ácido acético; P. M. Berthelot, a síntese completa de muitos compostos orgânicos e a diminuição da importância do vitalismo.

Edward Büchner, os estudos de fermentação, a demonstração da possibilidade de realização de reacções metabólicas na ausência de células e a queda definitiva do vitalismo.

Desenvolvimento da fisiologia: As escolas alemã e francesa de Fisiologia, com Justus von Liebig, Johannes Müller e Carl Ludwig e com Charles Bell, François Magendie e Claude Bernard, respectivamente; os principais interesses da escola alemã, a metodologia e a importância na formação de seguidores; Johannes Müller – breve nota biográfica e principais obras; o seu papel no desenvolvimento da Fisiologia ao integrar nela o saber e os métodos de outras áreas do conhecimento e ao estimular com o seu exemplo e com os seus ensinamentos a investigação em fisiologia; as suas convicções vitalistas; Carl Ludwig, os seus trabalhos sobre a pressão sanguínea, a excreção urinária e a anestesia, e a sua enorme lista de correspondentes; os principais interesses da escola francesa, a metodologia e a importância dada à experiência; C. Bell e F. Magendie e as experiências sobre o sistema nervoso; a lei de Bell-Magendie; as principais descobertas de Magendie; Claude Bernard: breve nota biográfica e principais obras; o seu interesse pelas questões metodológicas e pela experimentação em Fisiologia; a indução de fenómenos fisiológicos; formulação do conceito de Meio Interior e a sua importância para a compreensão do funcionamento dos organismos vivos.

Encerramento da Unidade curricular.

Nota: a aula foi transmitida à distância através da plataforma Zoom.


HIB 23

6 Janeiro 2022, 11:00 Carlos António da Silva Assis

Unidade 6 – A Idade contemporânea (a consolidação do saber)

A Biologia nos séculos XV a XVIII (um resumo): o contexto de surgimento da Idade Moderna, a preparação da Idade Moderna, a alteração de paradigmas e as bases para o desenvolvimento da Biologia.

A Biologia no século XIX.

A expansão do conhecimento, a diversificação das áreas tradicionais, a emancipação de várias áreas do conhecimento biológico e o estabelecimento dos pilares fundamentais da Biologia Moderna.

A formulação da Teoria Celular e da Teoria da Evolução, a primeira abordagem à genética, o desenvolvimento da anatomia comparada e da microbiologia, a compreensão da natureza do contágio, e o estabelecimento da Paleontologia como motores de uma drástica alteração dos paradigmas da Biologia.

Os naturalistas dominantes ao longo do século XIX: Jean-Baptiste Lamarck, Étienne Geoffroy Saint-Hilaire, Georges Cuvier e Charles Darwin e Alfred Russel Wallace.

Jean-Baptiste Lamarck: breve nota biográfica e principais obras; Philosophie Zoologique (1809); a teoria de evolução de Lamarck e os princípios do uso e do desuso e da hereditariedade dos caracteres adquiridos.

Étienne Geoffroy Saint-Hilaire: breve nota biográfica e principais obras; os estudos de teratologia; a unidade do plano do reino animal; as ideias transformistas e a importância conferida ao meio como motor da transformação.

Georges Cuvier: breve nota biográfica e principais obras; da anatomia funcional à anatomia comparada; o princípio da correlação de formas; a contribuição para a paleontologia; o fixismo intransigente e a teoria do catastrofismo.

O antagonismo entre Cuvier e Saint-Hilaire e a discussão entre homologia e analogia.

Charles Darwin: breve nota biográfica e principais obras; a viagem da Beagle; de acompanhante do capitão a naturalista; o conflito interno entre factos e crença.

Alfred Russel Wallace, o esquecido: breve nota biográfica e principais obras, a teoria da Biogeografia; a carta para Darwin com a sua teoria evolutiva.

Charles Darwin de novo: a carta de Wallace; Lyel, Hooker e a comunicação na Linnean Society of London, em 1858; a Origem das Espécies e a defesa da teoria; o papel particular de Huxley; a aceitação da pangénese e a hereditariedade dos caracteres adquiridos.

Ernst Haeckel: breve nota biográfica e principais obras; a Lei Biogenética Fundamental e a Teoria da Gastrea; os termos Ecologia, Phylum e Filogenia; as árvores como forma gráfica de representar a evolução; a veia artística de Haeckel.

Encerramento da Unidade curricular.

Nota: a aula foi transmitida à distância através da plataforma Zoom.


HIB 22

4 Janeiro 2022, 11:00 Carlos António da Silva Assis

Unidade 5 – A Idade Moderna (o renovar da ciência)

Século XVIII – o Iluminismo.

Áreas de interesse da Biologia Experimental no século XVIII.

René Antoine de Réaumur: breve nota biográfica e interesses; os estudos sobre insectos e sobre animais marinhos; as experiências sobre a digestão em aves, sobre a fecundação em rãs e sobre o tempo de incubação em aves, e os cruzamentos entre aves de capoeira.

John Needham: breve nota biográfica e experiências sobre a geração espontânea.

As dissidências entre espontaneístas e anti-espontaneístas e entre epigenesistas e pré-formacionistas.

Lazzaro Spallanzani: breve nota biográfica e interesses; a repetição das experiências de Needham e a identificação dos defeitos de concepção; as experiências de fecundação de ovos de rã; as experiências sobre a digestão; os estudos sobre a ecolocalização em morcegos e a determinação da importância do ouvido.

Abraham Trembley e as experiências em Hydra viridis.

Charles Bonnet e a partenogénese em pulgões. O acender da discussão entre epigenesistas e pré-formacionistas.

Os fisiologistas no século XVIII.

Stephen Hales e a circulação em plantas e mamíferos.

Julien de la Mettrie, a instalação das funções mentais no cérebro e, apesar do retomar das ideias mecanicistas de Descartes, a defesa da inexistência de alma.

Georg E. Stahl: breve nota biográfica e interesses; a reacção à iatroquímica e à iatrofísica e o relançamento do conceito de alma/espírito; o desenvolvimento da corrente vitalista e os seus postulados; as consequências do vitalismo no progresso da fisiologia.

Johann Becher (terra pinguis) e Georg Stahl (flogisto) e a teoria do flogisto.

Os trabalhos de Joseph Priesley, de Lavoisier e de Laplace sobre a troca gasosa nos pulmões e sobre o calor animal; descrição da hematose.

Da variolação à inoculação: a varíola, sintomas, gravidade e mortalidade; a variolação, variantes e efeito; Lady Mary Montagu e a importação da variolação para a Europa; a popularização e a posterior proibição da variolação; Edward Jenner e a história do desenvolvimento do princípio da vacinação.

Os precursores do transformismo: o conhecimento da diversidade de seres vivos viventes e fósseis ao longo do século XVIII, a construção de classificações e o conhecimento da selecção artificial; A vivência e as ideias transformistas de Benoît de Maillet, de Maupertuis, de Buffon, de James Burnett, de Robinet e de Erasmus Darwin manifestadas ao longo do século XVIII e precursoras de Lamarck.

Encerramento da Unidade curricular.

Nota: a aula foi transmitida à distância através da plataforma Zoom.


HIB 21

16 Dezembro 2021, 11:00 Carlos António da Silva Assis

Unidade 5 – A Idade Moderna (o renovar da ciência)

Século XVIII – o Iluminismo.

A Ciência durante o Iluminismo: as tendências e as limitações.

Os naturalistas que dominaram o século XVIII: Buffon e Lineu.

Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon: breve nota biográfica; a Histoire Naturelle, composição, principais características e conteúdo; as ideias de Buffon quanto à noção de espécie, de categoria taxonómica e de classificação, à oposição ao sistema de Lineu, à aceitação da geração espontânea e da mutabilidade das espécies, e à geração dos organismos pelos progenitores.

Carl von Linné: breve nota biográfica; Inovações atribuídas a Lineu; história e características das principais obras de Lineu, Philosophia Botanica, Species Plantarum e Systema Naturae.

As características do trabalho de Lineu: um naturalista fiel à tradição Bíblica; as categorias taxonómicas e as características da classificação de Lineu; os nomes para Lineu (genus, nomen specificum legitimum e nomen triviale); a verdadeira nomenclatura de Lineu (exemplos de Species Plantarum e de Systema Naturae). A origem não lineana da Nomenclatura Binominal.

As expedições setecentistas e o envolvimento de cientistas e naturalistas: os exemplos de Joseph de Jussieu, Joseph Banks e Daniel Solander, Johann Georg Forster, e Alexander von Humbolt e Aimé Bonpland.

Alexander von Humboldt, uma visão global da natureza e a noção de interdependência dos seus elementos: origem, formação e interesses; o cuidado na observação e mensuração precisas; viagem às Americas; disciplinas de que foi precursor; produção científica e fama pessoal; um longo período de esquecimento; o primeiro centenário do nascimento e as homenagens de que tem sido alvo.

Os anatomistas Pierre Lyonet, Petrus Camper e John Hunter.

Pierre Lyonet: breve nota biográfica, os trabalhos de ilustração e o enorme detalhe do seu tratado de anatomia da lagarta do chorão.

Petrus Camper: breve nota biográfica, principais obras e o estabelecimento da medida do ângulo facial humano.

John Hunter: breve nota biográfica; a introdução do método científico na prática médica.

Esclarecimento das dúvidas dos alunos.